24.5.11

Com unhas, dentes e muito jogo de cintura!



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Uma amiga me perguntou como faço para viver em um lugar quando na verdade gostaria de estar em outro. A primeira coisa que me vem em mente como resposta é: Não sei, só sei que não é fácil.

É muito bom rodar o mundo e conhecer novos lugares... Ficamos sempre encantados com tudo! Mas quando você conhece a realidade de um lugar, o seu cotidiano, a sua rotina, o seu dia-a-dia... a coisa muda, é tudo diferente. É tudo preto ou branco!


Mudar de cidade dentro do teu próprio país já é complicado, fazer novas amizades, habituar-se com a nova rotina; enfim, começar de novo e saber lidar com a distancia que provoca tanta saudade. Imagina atravessar o oceano, estar longe milhas, em outro país, outra lingua, outra cultura, outra visão do mundo... outra MENTALIDADE. Tem uma palavrão que define bem isso, mas não quero escrever aqui.


Não importa o motivo desta mudança, por amor ou trabalho, o começo é sempre complicado - e muitas vezes fica assim por muito tempo! O que nos ajuda é a nossa vontade de viver bem e de ser feliz. Temos que abrir o nosso coração para acolher esta nova vida e ter em mente que o "o melhor lugar do mundo é aqui e agora!" mesmo que a gente não ache isso.


O homem não pode viver bem o presente se permitir que o passado continue a dilacerar o seu coração! A saudade é um bicho malvado, quando ela bate à nossa porta pode atrapalhar tudo que conseguimos construir com tanta dificuldade! Viver o hoje pensando em como seria se estivessemos em outro lugar é permanecer parado, não evoluir, viver pela metade... ser incompleto.


Continuo fazendo planos, sonhando e querendo um futuro no Brasil. Continuo achando que ali é o melhor lugar para nós hoje. Mas isso não me impede de viver minha vida na Itália, meu aqui e agora. E assim, a dor diminui um pouco. Depois de muito chorar por culpa da solidão que de vez em quando invade meu ser, aprendi que posso continar tendo o amor e a presença dos meus queridos familiares e amigos mesmo com toda a distância que nos separa.


Não sei de onde tiro forças para enfrentar tudo, como faço para levantar e encarar a vida mesmo nos dias em que a vontade é de não sair da cama. A vida pode ser um mar de rosas para alguns... mas para mim ela reservou os espinhos, as provações. Quem me conhece bem sabe do que estou falando, sabe que não estou mentindo ou exagerando, sabe que não estou ma fazendo di vitima; pelo contrário, faço minhas lamentações mas ao mesmo tempo arregaço a manga e encaro o inimigo no peito e na raça, mesmo que no final eu esteja em pedaços.

Chega um ponto amiga, que temos que escolher se viver por inteiro ou pela metade. Então é hora de entender que o Brasil estará ali à nossa espera quando quisermos voltar para uma visita ou para sempre e que ele continua sendo uma parte de nós, mas que no momento os protagonistas da nossa vida são outros. Temos que mostrar um bom jogo de cintura, criatividade e usar do bom e velho "jeitinho brasileiro" para diminuir esta sensação de insatisfação e desconforto que o novo nos causa. Nós mulheres somos a base de uma casa, de uma familia. O homem traz o tijolo, mas é a mulher que levanta o muro! E eu sei que você é capaz de construir um castelo!!!



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5 comentários:

Rejane disse...

Anne, lendo o seu blog todas nos nos encontramos em suas palavras...
Mas vc disse "muito" bem, nao se vive pela metade, devemos viver intensamente cada dia e aproveitarmos todas as oportunidades que a vida nos da!!!
Bjao

Yeda Teixeira Ferusso disse...

Oi Annita, tenho acompanhado seu blog ja a um tempo, me identifiquei, e desculpe que o fundo é igual ao seu (so vi depois e nao tenho coragem de mudar, gosto muito)! Eu estou aqui na Italia a somente 3 meses e busco nos blogs pessoas que vivem a mesma experiencia...gostei muito do post e compartilho boa parte destes sentimentos, tambem sou pisciana e me casei com um italiano...
Como esta sendo dificil minha adaptaçao...as vezes acho que nao vou me adaptar!
Tao pouco tempo aqui e ja muitas saudades do Brasil...
Oooo povo dificil esse povo aqui viu! Adoro os italianos, amo o meu marido, mas nunca vou entende-los!
Abraços pra ti.

Annita disse...

Yeda, pois é não é fácil e tem vezes realmente que parece impossível. Mas enquanto tiver amor... a gente não abandona o barco! :)
Boa sorte!

Annita disse...

Rege querida, bom ter vc por aqui!
Beijos

Elane disse...

Anne, adorei o texto me identifiquei mt. Parabéns pelo blog.
Bjs Elane Hora